O que isso vem a ser?
Transtorno... discrepância que, por um limite tênue, determina um comportamento normal de um patológico.
Não dá pra falar em comportamento normal quando o parâmetro é relativo, porém quando é prejudicial a uma ou mais pessoas qua convivem com aquela, então passa a ser um transtorno.
Alguma vez eu já escrevi que os transtornos escondem as fraquezas das pessoas.
Fraquezas e problemas todos nós temos, mas algumas precisam de "muletas" para superar e quando elas ficam permanentes elas são nossos "transtornos". Ela só se torna um vício quando você é capaz de perceber que não consegue viver sem ela. Quando você toma consciência da dependência. Mas isso ainda não é conhecer o problema.
O sintoma é a dor, a angústia inexplicável, a desesperança e a impassividade, enquanto a raiz do problema está arraigado e camuflado pelos nossos mecanismos de defesa. É tão dificil ver e enfrentar o medo que preferimos muitas vezes ficar no estágio dois, principalmente porque a autopiedade nos consola e nos conforta como filhos mimados.
Mas filhos mimados reclamam muito e acabam sozinhos e excluídos, resposabilizam tudo e todos pelos seus infortúnios, e estacionam o olhar longe do seu EU.
Passar para o estágio de descobrir seus medos, aventurar-se em desvendar a mente é beirar a loucura. Internamente é perder suas convicções, é tender entre o "correto" e o "impensável", é desistir de suas ilusões contraproducentes para criar sonhos palpáveis. E mesmo que não estiverem ao seu alcance não torná-los ilusão.
O trabalho de se descobrir requer coragem e determinação, no meio do caminho é temeroso desistir, a impressão que se tem é que perdemos tudo o que acreditávamos e isso era o que nos desenhava como pessoa, se não tivermos medo de recomeçar, e o trabalho é diário e intenso, atentaremos para experimentar um novo Universo que se apresenta aos nossos olhos, com novas e inúmeras possibilidades e surpreender-se com as pessoas, atitudes e pensamentos que agora já não passam pelo rótulo previamente concebido. É muito bom, mas a alma tem que ser grande suficiente para abarcar essa imensidão e virtuoso o bastante para não resumí-la a suas necessidades.
sábado, 25 de outubro de 2008
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fiquei até com medo aehueauheauheauheahu
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