O que é ótimo vem do meu passado.
Assim como uma adega, as melhores safras estão bem armazenadas e engarrafadas, basta um gole de algumas lembranças e tudo que foi regado à dedicação e carinho aparece no conjunto da obra, nas notas, no aroma, no bouquet. Embriaga-me de satisfação, me enche de orgulho e saudade.
Pequenas pérolas para meu paladar, para meu coração... tenho estado nostálgica, tenho estado nos anos 80. Teve algo que se perdeu lá? Teve algo que eu aprendi lá e que nunca mais esqueci que era bom. Juventude, vontade, amizade, naquela época eu era mais adulta, acredito que mais do que fui com 25.
Sorte minha "adega" ser climatizada, ter um acervo bastante grande, pra todos os momentos, pra todos os ânimos, sorte ela ter ISO porque soube resgatar como fazer bons vinhos, recuperar uma arte. Saber cativar, cultivar, plantar sementes, agüar mudas, aprender a podar, esperar crescer, ter paciência com a entressafra, e mesmo uma safra ruim, quem sabe, misturando com a do ano que vem ela ainda venha dar um bom vinho.
No final de tudo, nada mais é que, lidar com o tempo. Entender sua arte e seus mistérios. Superar nossos próprios entendimentos pela pouca acomodação e pelo questionamento constante. Tentar ser todo mundo e manter a coesão.
Dificil como apreciar um bom vinho, dificil como fazer um bom vinho, difícil como entender que o melhor vinho do mundo nunca deva ser aberto.
quinta-feira, 20 de março de 2008
quarta-feira, 19 de março de 2008
Os Tons Da Vida
Nossa Vida parece um museu, aliás não deveria haver melhor lugar para compararmos nossa evolução.
Uma lástima não termos educação desde cedo para sabermos apreciar que nem tudo que nos agrada aos olhos tem seu valor, porque nele está guardado um conhecimento que ainda não sei assimilar.
Não sabemos apreciar tentativas, nem diferenças. Procuramos negar nossos limites, ignorar nossas dificuldades, tornando-o ainda mais difícil transpôr nossa ignorância.
Na ânsia de termos opiniões formadas, taxamos rapidamente aquilo que vemos: uma obra, uma idéia, um texto. Gostei. Não gostei. Tem Visa? Eu compro a idéia, volto pro meu casulo e ponho em uma gaveta de inutilizados, ou uso numa conversa de bar.
Muito ao contrário do que realmente deveria ser: digerir a idéia, assimilar, contestar, comparar com a vida. Na minha história eu sou dona da minha paleta e nela eu ponho as cores que sinto do mundo.
Se minhas rosas são vermelho intenso, se meu pôr-do-sol é cor de rosa alaranjado, e nas nuvens reflexos lilás mostram o azul da noite banhando o céu no oposto ao sol. é porque meu coração pulsa intensamente e como se dias fossem meses, é como se uma noite de sonho fosse uma vida, a dor de uma decepção dá sentido a uma tela de Goya. Os contrastes, os Tintorettos, a luz e a sombra que permeam nossos dias e nossas vivencias.
Ser intenso requer também saber que se é um pouco mais sensível que os que choram 5 gotas. Requer responsabilidade em cuidar dos sentimentos como quem cuida de feras. Amansar os dragões, domar os leões, e aí sabiamente fazê-los agir a seu favor. Eu nem me cobro... tenho tempo.
A noite sempre teve fascínio, nunca se mostrou por completo, permitiu sonhar com as nuances e cores que eu abstratamente imaginei que existissem e que fez meu mundo melhor, melhor ainda quando eu não as desfiz . As Ilusões são completas quando eu sou sua autora. A pouca luz da noite em que uma esfera iluminada povoa a imaginação dos apaixonados, aqueles que entregam sua inocência à prova, que sonham com o momento eterno e o beijo perfeito, que jamais ocorre enquanto há 2, ele só é possível no meu mundo ou se eu tenho a sorte de ter encontrado alguém com quem me sinto um SÓ.
Uma lástima não termos educação desde cedo para sabermos apreciar que nem tudo que nos agrada aos olhos tem seu valor, porque nele está guardado um conhecimento que ainda não sei assimilar.
Não sabemos apreciar tentativas, nem diferenças. Procuramos negar nossos limites, ignorar nossas dificuldades, tornando-o ainda mais difícil transpôr nossa ignorância.
Na ânsia de termos opiniões formadas, taxamos rapidamente aquilo que vemos: uma obra, uma idéia, um texto. Gostei. Não gostei. Tem Visa? Eu compro a idéia, volto pro meu casulo e ponho em uma gaveta de inutilizados, ou uso numa conversa de bar.
Muito ao contrário do que realmente deveria ser: digerir a idéia, assimilar, contestar, comparar com a vida. Na minha história eu sou dona da minha paleta e nela eu ponho as cores que sinto do mundo.
Se minhas rosas são vermelho intenso, se meu pôr-do-sol é cor de rosa alaranjado, e nas nuvens reflexos lilás mostram o azul da noite banhando o céu no oposto ao sol. é porque meu coração pulsa intensamente e como se dias fossem meses, é como se uma noite de sonho fosse uma vida, a dor de uma decepção dá sentido a uma tela de Goya. Os contrastes, os Tintorettos, a luz e a sombra que permeam nossos dias e nossas vivencias.
Ser intenso requer também saber que se é um pouco mais sensível que os que choram 5 gotas. Requer responsabilidade em cuidar dos sentimentos como quem cuida de feras. Amansar os dragões, domar os leões, e aí sabiamente fazê-los agir a seu favor. Eu nem me cobro... tenho tempo.
A noite sempre teve fascínio, nunca se mostrou por completo, permitiu sonhar com as nuances e cores que eu abstratamente imaginei que existissem e que fez meu mundo melhor, melhor ainda quando eu não as desfiz . As Ilusões são completas quando eu sou sua autora. A pouca luz da noite em que uma esfera iluminada povoa a imaginação dos apaixonados, aqueles que entregam sua inocência à prova, que sonham com o momento eterno e o beijo perfeito, que jamais ocorre enquanto há 2, ele só é possível no meu mundo ou se eu tenho a sorte de ter encontrado alguém com quem me sinto um SÓ.
terça-feira, 18 de março de 2008
Finalmente Encontrei
Entre outras coisas recentemente encontradas, uma delas foi na net, extremamente importante na minha busca pessoal, minhas raízes e recordações. Esta música ficou na minha cabeça por anos sem saber quem a cantava e nem o nome, tudo que me restava eram algumas frases sem sentido (thanks Google!! You're brother). Como é bom ter quem nos entenda mesmo quando o pensamento ainda não está todo completo
In 1985, the German synth-pop band PROPAGANDA released the song DUEL from their first album called A SECRET WISH.
It was the second single of the album after DR. MABUSE.
It went to #21 on the UK Chart and was the band's biggest hit. Formed in Dusseldorf, Germany, the band was fronted by lead singer Claudia Brücken.
Here's how it goes:
DUEL / PROPAGANDA
Eye to eye stand winners and losers
hurt by envy, cut by greed
face to face with their own disillusion
the scars of old romances still on their cheeks
and when blow by blow the passion dies sweet little death
just have been lies the memories of gone by time
would still recall the lie
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
it's too late the decision is made by fate
time to prove what forever should last
whose feelings are so true as to stand the test
whose demands are so strong as to parry all attempts
and when blow by blow the passion dies sweet little death
just have been lies the memories of gone by time
would still recall the lie
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will leave you on your knees
you start bleeding I start screaming
In 1985, the German synth-pop band PROPAGANDA released the song DUEL from their first album called A SECRET WISH.
It was the second single of the album after DR. MABUSE.
It went to #21 on the UK Chart and was the band's biggest hit. Formed in Dusseldorf, Germany, the band was fronted by lead singer Claudia Brücken.
Here's how it goes:
DUEL / PROPAGANDA
Eye to eye stand winners and losers
hurt by envy, cut by greed
face to face with their own disillusion
the scars of old romances still on their cheeks
and when blow by blow the passion dies sweet little death
just have been lies the memories of gone by time
would still recall the lie
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
it's too late the decision is made by fate
time to prove what forever should last
whose feelings are so true as to stand the test
whose demands are so strong as to parry all attempts
and when blow by blow the passion dies sweet little death
just have been lies the memories of gone by time
would still recall the lie
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will have you on your knees
you start bleeding I start screaming
the first cut won't hurt at all
the second only makes you wonder
the third will leave you on your knees
you start bleeding I start screaming
sexta-feira, 7 de março de 2008
Genialidade
Onde está a genialidade das pessoas?
São seus grandes atos? Grandes feitos? Adversidades que tenha passado?
Acredito que, sobretudo, está em fazer entender-se por si e pelos outros.
Somos compostos de quantas pessoas... quantas vozes ahabitam nosso ser e povoam nossa mente? Não é possível que esta algazarra interna seja feita com poucas pessoas... eu trago no corpo, na mente no DNA, muitas coisas dos outros, eu nem sei de quantas gerações, algumas herdadas e outras adquiridas, só sei que isso tudo não pode ser apenas um.
Respondendo ou melhor, elocubrando (lindo é falar difícil, rs), sobre genialidade é saber lidar com todas essas pessoas internas E externas, de maneira a aceitá-las, cada uma a seu modo me ajuda, nem sempre de maneira indolor, elas na verdade estão esperando que eu as livre das suas dúvidas, das angustias, dos traumas, que eu as recompense fazendo-as experimentar sensações diferentes do que elas sofreram, atravez da minha atitudes.
Não entendo porque eu tenho que fazer isso e enfrentar as consequências enquanto os outros se escondem nos recônditos da minha alma. Alguém tem que passar por isso para que todos "nós" sejamos salvos das nossas frustrações ou mesmo do medo delas. Eu sou então a única parte viva, a única capaz de agir; desmistificar e ter o livre arbítrio de escolher, os outros não... eles estão "mortos".
São seus grandes atos? Grandes feitos? Adversidades que tenha passado?
Acredito que, sobretudo, está em fazer entender-se por si e pelos outros.
Somos compostos de quantas pessoas... quantas vozes ahabitam nosso ser e povoam nossa mente? Não é possível que esta algazarra interna seja feita com poucas pessoas... eu trago no corpo, na mente no DNA, muitas coisas dos outros, eu nem sei de quantas gerações, algumas herdadas e outras adquiridas, só sei que isso tudo não pode ser apenas um.
Respondendo ou melhor, elocubrando (lindo é falar difícil, rs), sobre genialidade é saber lidar com todas essas pessoas internas E externas, de maneira a aceitá-las, cada uma a seu modo me ajuda, nem sempre de maneira indolor, elas na verdade estão esperando que eu as livre das suas dúvidas, das angustias, dos traumas, que eu as recompense fazendo-as experimentar sensações diferentes do que elas sofreram, atravez da minha atitudes.
Não entendo porque eu tenho que fazer isso e enfrentar as consequências enquanto os outros se escondem nos recônditos da minha alma. Alguém tem que passar por isso para que todos "nós" sejamos salvos das nossas frustrações ou mesmo do medo delas. Eu sou então a única parte viva, a única capaz de agir; desmistificar e ter o livre arbítrio de escolher, os outros não... eles estão "mortos".
quinta-feira, 6 de março de 2008
CONTINUIDADE
Faz tempo que não falo com meu Blog, mas vá lá, não deixei de pensar, só tenho medo de ficar repetitiva, pra que isso não venha a acontecer, resolvi escrever em um caderninho ao lado da cama, coisas que não ia ter coragem, nem força suficiente pra levantar da minha cama e vir postar no blog!
Enquanto escrevo, penso que, porque estarei tentando escrever algo com senso comum, ou algo sensato, ou "correto" , legítimo... pra quê? Seria porque quando conversamos com os outros ja sabemos o que vamos falar? Sabemos de cara o que os outros gostam, como eles aceitarão nossas opiniões, como colocá-las, onde impressionar com opiniões, frases de efeito, acredito que todos nós somos muito bons atores!
Primeiramente porque ninguém gosta de viver em conflito e porque é muito desgastante ficar defendendo posições e pontos de vista controversos o tempo todo. Deve ser muito chato ter que achar desculpas e justificativas para atitudes de contrasenso, ainda que possamos defender que não há consenso nem contrasenso.
O pior de ser o maior defensor de algumas idéias e ter seguidores é talvez a escravização da pessoa à sua opinião. Não poder mudar de idéia, não apresentar evolução e leves mudanças ao longo do tempo é assinar um atestado de aprisionamento, um dia se vira escravo daquilo e na primeira oportunidade fazemos extamente o oposto ao que havíamos defendido até então.
Posso não ter opinião formada, duvidas infindáveis sobre vários assuntos, parecer ser indecisa, em cima do muro ou generalista, previsível, mas nenhuma opinião alheia à minha personalidade me fará perder a liberdade em expressar o que penso e mudar de opinião quantas vezes eu achar necessário.
Demorou tanto pra eu descobrir que não devo isso a ninguém, não é agora que vou voltar atrás! Uma coisa é traçar caminhos por experiências próprias outro é esconder-se nos exemplos alheios.
Não páro porque não encontrei respostas, descobri que algumas estão no passado, onde eu não posso mudar mais, trago-as ao presente onde tenho muito o que fazer e parâmetros onde me guiar para seguir em frente, sempre!
Enquanto escrevo, penso que, porque estarei tentando escrever algo com senso comum, ou algo sensato, ou "correto" , legítimo... pra quê? Seria porque quando conversamos com os outros ja sabemos o que vamos falar? Sabemos de cara o que os outros gostam, como eles aceitarão nossas opiniões, como colocá-las, onde impressionar com opiniões, frases de efeito, acredito que todos nós somos muito bons atores!
Primeiramente porque ninguém gosta de viver em conflito e porque é muito desgastante ficar defendendo posições e pontos de vista controversos o tempo todo. Deve ser muito chato ter que achar desculpas e justificativas para atitudes de contrasenso, ainda que possamos defender que não há consenso nem contrasenso.
O pior de ser o maior defensor de algumas idéias e ter seguidores é talvez a escravização da pessoa à sua opinião. Não poder mudar de idéia, não apresentar evolução e leves mudanças ao longo do tempo é assinar um atestado de aprisionamento, um dia se vira escravo daquilo e na primeira oportunidade fazemos extamente o oposto ao que havíamos defendido até então.
Posso não ter opinião formada, duvidas infindáveis sobre vários assuntos, parecer ser indecisa, em cima do muro ou generalista, previsível, mas nenhuma opinião alheia à minha personalidade me fará perder a liberdade em expressar o que penso e mudar de opinião quantas vezes eu achar necessário.
Demorou tanto pra eu descobrir que não devo isso a ninguém, não é agora que vou voltar atrás! Uma coisa é traçar caminhos por experiências próprias outro é esconder-se nos exemplos alheios.
Não páro porque não encontrei respostas, descobri que algumas estão no passado, onde eu não posso mudar mais, trago-as ao presente onde tenho muito o que fazer e parâmetros onde me guiar para seguir em frente, sempre!
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