Tirem suas próprias conclusões e aceitem ou não, as vezes é mais difícil perder a ilusão do que encarar o fato em si.
Diz-se de um urso que estava na floresta, como havia escassez de alimento, encontrava-se faminto. Sem possibilidades de conseguir comida onde estava ele se aproximou de um acampamento de caçadores. Chegando lá só encontrou uma fogueira e em cima dela um caldeirão com comida dentro, depois de sacar o caldeirão da fogueira o urso abraçou a panela e colocou sua cabeça dentro comendo os pedaços de carne que cozinhavam.
Neste momento sentiu que algo o atingia, não reconhecendo aquela sensação, reagiu como se lhe quisessem roubar a comida, então agarrou mais forte o caldeirão colocando-o contra o peito.
O que ele estava sentindo era a dor da quimadura que o caldeirão lhe imprimia, porém quanto mais sentia aquilo, mais apertava o caldeirão contra si e mais urrava de dor.
Os caçadores ao chegarem encontraram o urso recostado em uma árvore perto da fogueira com a panela grudada ao corpo queimado e já sem vida. Sua expressão era de dor.
Muitas vezes não percebemos que aquilo que estamos defendendo e lutando está nos aniquilando. Abraçamos muitas coisas que julgamos ser importante e ela nos dói por dentro e por fora e mesmo assim continuamos "abraçando" a causa. Acabamos tão apegados a ela que a situação de abandoná-las nos coloca em desespero e sofrimento. Apertamos estas coisas contra nossos corações e acabamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
É necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvações, vai lhe dar condições de prosseguir.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
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