Me restam poucos minutos antes de cair nos braços de Morfeu, mas antes pretendia falar com meu Blog um pouco, aliás adoraria que ele me respondesse, ou melhor ainda que não me deixasse falar... mas ele deixa, é uma pena!
Acabo me postando nesta cadeira, olhando esta tela brilhante e tendo mil idéias sobre o que escrever. Ao mesmo tempo que desejo saber sobre os fatos e me posicionar sobre alguns pensamentos, mas me resta a lucidez que não tenho nem a verdade, nem a unanimidade, não tenho convicção de que o que falo é exatamente o melhor, só tenho uma leve idéia de que pode ser "correto" mas nenhuma certeza. E esta idéia pode mudar a qualquer momento sem aviso prévio.
Ha algum tempo atrás isso me parecia falta de firmeza, e hoje isso parece prudencia!
Não tenho conselhos, não tenho ideais, não tenho respostas (meu sonho de ser oráculo ja era) e minha vida passa constantemente em desconstrução, para que toda segurança seja varrida, que qualquer queda pareça normal, para que exatamente não haja estabilidade.
Deve haver um porquê e um propósito em cada fase e em cada problema que vivencio, tudo deve ter uma explicação. A qual não consigo encontrar, deve ser porque ando procurando os culpados por isso e eles não existem.
Por hora só vejo minha fragilidade e infantilidade em lidar com meus medos. Deve ser até normal, mas anda sendo um grande objetivo... superar os medos e que eles não sejam mais tão incômodos.
Me sinto bem humana, bem normal, bem comum, um ser como outro qualquer, sem extras, sem bonus plus no meu pacote... isso é... igual a qualquer outro e por aí vejo o quanto tenho que crescer, pois, quem eu achei que eu fosse? O que me fazia especial, diferente, melhor ou virtuosa?
A quem eu quero enganar? Sou de carne e osso, um animal semi-racional, pois ha sentimentos que nos levam a irracionalidade em segundos. Sou qualquer, sou mas um, sou gente, povo, multidão.
Ha de se perder o ego pra encontrar outras virtudes, perder o chão pra se colocar entre os milhões, ha de se perder toda a certeza pra encontrar sabedoria e ainda ha um longo caminho... aliás está mais perto a volta ao medíocre que a busca ao superlativo e eu posso escolher...
A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
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